Eu fui rabiscando e construindo desprovido de críticas e medos. Eu fui realizando os meus sonhos nas linhas, pois na vida tudo é mais caro e complicado. Então criei a minha própria maneira de viver, diferente dos homens e dos náufragos que só comiam peixe. A minha vida foi sendo um dilema em sua existência, os pensamentos atrapalhando as amizades e os amores desfragmentando o coração. O que sobrou da mente venho usando pouco deste então
Um homem solitário brincou de amar, Comprou um pedaço de pau e esboçou um talento. A menina de madeira aprendeu a chorar. Mimada por um artista que faz laços e cachos dourados. A bonequinha de pau perturbou o sol. Seu belo cabelo enlouqueceu um jardim de girassóis. Certa vez o pai, o criador pegou a princesinha chorando no quarto por um amor. Era um lindo pedacinho de madeira que decorava o fogão de lenha. A menininha ensaiou os primeiros passos na direção do amado. O mago fazia o jantar. A garota enfeitiçada pisou em falso e caiu nas chamas. O que se ouvia era uma melodia: -Lará larará lararará... lára lárarã... ã ã lárã!
... E eu venho pragmático e incontrolável com a lua cheia, É como se um demônio surgisse dentro da minha carne, É como se estivesse possuído pela própria vida, É como se eu não vivesse mais solitário. É como se eu conhecesse a finalidade de vida, É como se eu soubesse falar a língua dos anjos, É como se rimar fosse complicado e fácil, ao mesmo tempo, É inestimável abrir mão dessa sensação. Ao longo do tempo preenchi um vazio, Ao longo da vida construí um castelo no lugar de um casebre, Ao longo dos dias, eu deixei de viver solitário. É como se tudo fosse o centro da vida e da terra. É lento o meu pensar e rápida a minha emoção, É lento o meu andar e farta a minha respiração, É lenta a lembrança do passado medonho. Seja incontrolável ao beijar-me. É épica a nossa situação, É um carma toda essa ascensão, É privilegiada, é incrédula, é forte, é implacável... É a flor dileta do jardim dos pessegueiros!
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