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O infinito corredor

Quando tu vais embora com um lento andar ao longo do corredor, passando pelas mobílias que fazem cena para enfeitar a paisagem, sinto-me o próprio chão e sinto-te no andar, na caminhada monótona e gostosa. Posso calcular e dividir cada molécula que tu tocas, posso fantasiar como serás cada milésimo de segundo no dia seguinte que estiveres a fim de mim. No íntimo amor compartilharei de minhas supliciadas respirações de saudades. Porque agora é hora de ires, estás chegando ao final do corredor e som do relógio cativante está mais intenso como numa sinfonia de Beethoven e as horas mais melancólicas como nos pensamentos de Einstein. Amanhã esperar-te-ei e continuaremos a fundamentalizar o amor nos aspectos mais minuciosos e derradeiros.

Da busca

Se queres desbravar o desconhecido, não temas perder-se durante o caminho
Porque a carne certamente cederá, então, logo terás que lutar contra teus próprios medos.
Não pense na fuga quando estiveres aflito, porque nascerás novamente ao encontrar o que buscas.

Um belo conceito.

É o uso pragmático do cérebro que torna a vida diferente e não o uso convencional ou insano. Pois trata-se de consciência e não temor. No âmbito racional ainda é certo que deixamos para trás alguns elementos que estão proliferando nos dias de hoje, noutro momento já foram mais conceituais. Assim é a arte, livre de exigências e compromissos; bela e plena. Ainda que ela desapareça no mundo sempre haverão as almas sussurrantes em sua busca. Porque é na alma que se chora e nos olhos que se escondem as lágrimas.